Evolução Histórica dos Sistemas Operacionais

Evolução Histórica dos Sistemas Operacionais

Evolução Histórica dos Sistemas Operacionais

Para melhor entendimento, antes de ler sobre Evolução Histórica dos Sistemas Operacionais, veja primeiro o artigo sobre: Sistema Operacional – Conceitos Fundamentais

Para estudarmos a evolução histórica dos sistemas operacionais devemos estudar a evolução dos computadores, isto porque os dois estão diretamente liga dos.

Segundo Machado e Maia (2007) a máquina de cálculos de equações polinomiais conhecida como Máquina Analítica (Analytical Engine) inventada pelo matemático inglês Charles Babbage em 1822 é o que mais se assemelha a um computador atual. Isto porque possuía os conceitos de unidade central de processamento, memória, unidade de controle e dispositivos de entrada/saída.

ENIAC

ENIAC

Década de 1940: válvulas e painéis com plugs Durante a segunda guerra mundial houve um esforço muito grande no desenvolvimento de máquinas que pudessem agilizar os procedimentos manuais efetuados na área militar, principalmente para cálculos balísticos.

Assim, em 1943 começou a ser desenvolvido o ENIAC (Electronic Numerical Integrator Analyzer and Computer – Computador Integrador Numérico Eletrônico), primeiro computador eletrônico de grande porte idealizado pelos cientistas norte-americanos John Eckert e John Mauchly, da Electronic Control Company.

A arquitetura dos modernos computadores que temos nos dias de hoje, conhecida como Arquitetura von Neumann, foi idealizado por um dos consultores do projeto ENIAC, o professor John von Neumann. Segundo a arquitetura von Neumann, uma máquina digital (computador) teria os seguintes componentes:

Componentes

  1. Memória: capaz de armazenar em um mesmo espaço dados e instruções dos programas;
  2. Unidade de processamento (CPU – Central Processing Unit): responsável por executar as instruções dos programas armazenados na memória;
  3. Unidade de controle (CU – Control Unit): responsável pela interpretação das instruções de programa, como também, controlar a sequência de tempo das atividades necessárias para sua

execução;

  1. Unidade aritmética e lógica (ALU – Arithmetical and Logical Unit): responsável pela execução das operações aritméticas (somas, subtrações, etc.) e lógicas (comparações, AND, OR, etc.) contidas nas instruções dos programas;
  2. Registradores: pequenas áreas de memória localizada na CPU para armazenamento temporário de dados dos programas que estão sendo executados, resultados de instruções, estado interno da CPU, etc.
  3. Dispositivos de entrada e saída: responsável por traduzir os dados inseridos pelo usuário no computador (ex.: teclado, cartões perfurados, fitas ou discos magnéticas etc.) para a memória

como também traduzir da memória para um formato externo (ex.: fitas ou discos magnéticos, telas de vídeo, etc.)

Neste período não havia ainda os conceitos de sistema operacionais, desta forma, era responsabilidade do usuário operar, programar e efetuar a manutenção do computador durante o período que o equipamento ficava a sua disposição.

A programação, composta basicamente por cálculos numéricos, era feita diretamente nos painéis do computador.

Década de 1950: transistores e sistemas batch

Na década de 1950 surgiram os transístores que permitiram uma grande diminuição do tamanho dos computadores, que anteriormente eram feitos a válvula, o que proporcionou um aumento do poder de processamento dos equipamentos.

Grandes empresas e corporações começaram a adquirir computadores, conhecidos como Mainframes. Os Mainframes permitiram que houvesse uma separação entre os operadores, programadores e técnicos de manutenção.

A programação, feita através de cartões perfurados, eram entregues ao operador do computador para que fossem processados. Os programas, também denominados Jobs, eram lidos por uma leitora e gravados em uma fita de entrada. O computador então lia a fita e executava um programa de cada vez.

O resultado do processamento era então gravado numa fita de saída. Esta técnica, onde são processados um conjunto de programas, ficou conhecido como processamento batch.

Em 1953 os usuários do computador IBM 701, do Centro de Pesquisas da General Motors, desenvolveram o primeiro sistema operacional, chamado de Monitor. O Monitor, chamado assim pela sua simplicidade, tinha como objetivo automatizar as tarefas manuais executadas na época.

Neste período surgiram as primeiras linguagens de programação de alto nível, tais como FORTRAM, ALGOL E COBOL. Houve então um grande avanço no desenvolvimento e manutenção dos programas que não mais tinham uma relação direta com o hardware dos computadores.

Consequentemente, os sistemas operacionais evoluíram para atender as demandas das linguagens de programação e assim facilitar o trabalho de codificar, executar e depurar os programas.

Década de 1960 – 1980:

Circuitos integrados e multiprogramação

Com o surgimento dos circuitos integrados os computadores tiveram uma redução de custo de aquisição o que proporcionou sua viabilização nas empresas. Várias inovações foram implementadas nos sistemas operacionais, tais como multiprogramação, multiprocessamento, time-sharing e memória virtual.

A década de 1970 foi marcada com a miniaturização dos componentes (chips) baseadas nas tecnologias de Integração em Larga Escala (Lage Scale Integration – LSI) e a Integração em Muito Larga Escala (Very Lage Scale Integration – VLSI), o surgimento das primeiras redes de computadores, além do desenvolvimento de novas linguagens de programação de alto nível.

Década de 1980:

Na década de 1980 os fabricantes de computadores passam a produzir microcomputadores utilizando microprocessadores. A IBM então cria a filosofica de computadores pessoais o que impulsionou a evolução dos sistemas operacionais.

Os microcomputadores da época possuíam baixa capacidade de armazenamento e as versões iniciais dos sistemas operacionais eram monousuário/monotarefa. Os sistemas operacionais evoluíram para monousuário/multitarefa com a incorporação de discos rígidos e outros periféricos nos microcomputadores.

Em meados da década de 1980 crescem as redes de computadores pessoais utilizando sistemas operacionais para rede e sistemas operacionais distribuídos. Os sistemas operacionais para rede permitem que os usuários se conectem a máquinas remotas e utilizem recursos compartilhados.

O usuário tem plena consciência da existência de vários computadores conectados. Já no sistema operacional distribuído os usuários não têm consciência onde estão armazenados seus arquivos ou onde estão sendo executados seus programas.

Apesar do sistema operacional distribuído ser composto de múltiplos computadores conectados, as operações são executadas de tal forma que o usuário tem impressão de estar trabalhando um único computador.

Década de 1990 – 2000:

Windows e Linux

Curso Active Directory Linux Pro 2019
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A rede mundial de computadores, a Internet, surge na década de 1990 e com a decorrência de sua rápida evolução, força os sistemas operacionais a oferecerem suporte ao protocolo TCP/IP utilizado na Internet.

Nesta mesma década os sistemas operacionais como o Windows da Microsoft e o Unix, passam a adotar as interfaces gráficas.
Surge o Linux em 1991 através do desenvolvimento do finlandês Linus Torvalds e de trabalhos colaborativos de diversos programadores.

A forma colaborativa e os avanços da Internet possibilitaram que outros softwares abertos, como o já citado sistema operacional Linux, o banco de dados MySQL, o servidores web Apache entre outros, pudessem ser desenvolvidos e distribuídos sem custos aos seus usuários.

Para Machado e Maia (2007) a década de 2000 aponta para uma mudança radical no desenvolvimento de computadores frente as exigências cada vez maiores de equipamentos mais eficientes e com maior poder de processamento.

Os sistemas operacionais voltados para as novas arquiteturas de processadores 64 bits, são dotados de interfaces usuário-máquina que exploram cada vez mais imagens, sons e linguagens naturais para proporcionar ao usuário uma interatividade com o computador mais intuitiva, natural e simples.

Fonte: Material do curso de Análise e Desenvolvimento de Sistemas da Estácio de Sá – Autor do Original Ricardo Balieiro

Espero ter ajudado com essa dica sobre a Evolução Histórica dos Sistemas Operacionais.

Frase Motivacional

A diferença entre uma pessoa de sucesso e as outras,
não é falta de força, falta de sorte, nem a falta de conhecimento,
mas sim a falta de determinação.

Jesus o filho de Deus em Natureza Humana

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Chefe de RedaçãoAnalista de Sistemas
Domingos Cruz de Souza Formado em Análise e Desenvolvimento de Sistemas, Amante da tecnologia, Trabalho com desenvolvimento de sites/blogs em wordpress e criador do Portal do Especialista

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